“Drogômetro” é autorizado em blitzes no Brasil — mas equipamento ainda não pode ser usado de imediato
“Drogômetro” é autorizado em blitzes no Brasil — mas equipamento ainda não pode ser usado de imediato
A fiscalização de trânsito no Brasil ganhou novas regras. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou nesta segunda-feira (17) procedimentos que autorizam o uso de equipamentos capazes de identificar a presença de drogas em motoristas.
Conhecido como “drogômetro”, o dispositivo pode analisar uma amostra de saliva para detectar substâncias psicoativas, como maconha, cocaína e anfetaminas. Diferentemente do bafômetro, o teste é qualitativo: aponta a presença da substância, mas não mede sua concentração no organismo.
⚠️ Na prática, porém, a novidade ainda não chega imediatamente às blitzes. Os equipamentos precisarão ser certificados no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade por organismo acreditado pelo Inmetro. Segundo a Senatran, atualmente ainda não há equipamento certificado no Brasil.
Outro ponto importante: a simples detecção de vestígios de drogas não será suficiente, sozinha, para caracterizar a infração. O agente deverá verificar também sinais de alteração da capacidade psicomotora e registrar pelo menos dois desses sinais durante a fiscalização.
As novas regras também estabelecem que, em acidentes de trânsito com morte, será obrigatória a realização de exames para detectar álcool e outras substâncias psicoativas.
Os órgãos de trânsito terão 60 dias para adaptar fichas e códigos de fiscalização.
A medida pode mudar a forma como a fiscalização de motoristas sob efeito de drogas é realizada no país. Mas, por enquanto, o chamado “drogômetro” ainda depende de certificação para começar a ser utilizado.
Você acha que essa medida pode ajudar a reduzir acidentes causados pelo uso de drogas ao volante?
Créditos: Contran / Senatran
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