Foragido desde abril é detido em Morrinhos durante operação que apura R$ 45,6 milhões
Foragido desde abril é detido em Morrinhos durante operação que apura R$ 45,6 milhões
Um empresário procurado pela Justiça do Distrito Federal desde abril foi localizado em uma propriedade rural de Morrinhos, no Sul de Goiás, durante a Operação Fórmula Fiscal. Alécio Soares Silva foi detido junto com o irmão em uma investigação que apura um suposto esquema de sonegação fiscal envolvendo empresas do setor de medicamentos e produtos hospitalares.
Alécio também era alvo da Operação Alto Custo, conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal. Segundo informações atribuídas ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, ele é apontado como líder e principal financiador de um grupo investigado por furto, receptação e comércio clandestino de medicamentos de alto custo.
A investigação no Distrito Federal identificou que parte dos produtos, incluindo medicamentos utilizados no tratamento contra o câncer, era retirada ilegalmente de uma distribuidora no Aeroporto de Brasília e levada para Goiás. Empresas ligadas ao empresário teriam sido utilizadas para receber os medicamentos e reinseri-los no mercado.
Já em Goiás, a Operação Fórmula Fiscal apura suspeitas de sonegação e blindagem patrimonial. Segundo a Secretaria da Economia, o grupo empresarial acumula mais de R$ 45 milhões em débitos tributários. A Justiça determinou o bloqueio de contas, veículos, imóveis e outros ativos dos investigados até o limite de R$ 45.660.838,17.
Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão, sendo três buscas em Goiânia e uma na propriedade rural de Morrinhos. No imóvel onde ocorreram as prisões, as equipes também apreenderam armas de fogo longas, munições, veículos, celulares e documentos. O material será analisado durante a continuidade das investigações.
De acordo com a apuração fiscal, uma das principais irregularidades investigadas é a venda de medicamentos sem o devido destaque do ICMS, prática que teria ocorrido de forma reiterada entre 2016 e 2019. A operação reúne Secretaria da Economia, Polícia Civil, Ministério Público e Procuradoria-Geral do Estado no âmbito do Cira-GO.
Até a publicação da reportagem que deu origem à pauta, a defesa dos irmãos não havia sido localizada. O espaço permanece aberto para manifestação.
via Mais Goiás
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